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O Fantástico Sr. Raposo Vai Além

Quem me conhece sabe que não sou nenhum entusiasta quando o assunto é animação. Já cheguei a escrever e dirigir uma, mas isso é outra história. Acontece que de tempos em tempos, algum filme do gênero me interessa e é sobre um desses filmes que falarei agora. “O Fantástico Sr. Raposo” consegue ir além das animações que Hollywood costuma produzir. Primeiro porque a técnica usada é o stop motion, diferente do 3D, tão idolatrado por fãs da Pixar. Segundo porque o diretor escolhido é Wes Anderson, responsável por “Três é Demais”, “Os Excêntricos Tenenbaums” e “Expresso para Darjeeling” – grandes filmes do circuito indie. Toda essa combinação, somada ao elenco “pouco” conhecido (George Clooney, Meryl Streep e Bill Muray são alguns exemplos), fazem dessa fábula algo realmente tocante.

Baseado no livro do mesmo cara que escreveu “A Fantástica Fábrica de Chocolates” (Roald Dahl), o roteiro de Anderson e Noah Baumbach (“A Lula e a Baleia”) resolve focar a história na relação pai-e-filho do Sr. Raposo e seu filhote Ash, além da questão existencial sobre seguir uma vida pacata e tranqüila ao invés de roubar galinhas, seguindo o instinto animal de qualquer raposa. Espere tudo aquilo que você já está acostumado a ver nos filmes de Wes Anderson: travellings horizontais, figurino vintage, trilha sonora retrô, piadas sutis e inteligentes, diálogos neuróticos, pequenos dramas familiares – tudo está lá, na medida certa.

Realmente é de se questionar o porquê de não começarem a escalar diretores consagrados para rodar animações. Wes Anderson conseguiu imprimir todas suas marcas registradas nessa excelente animação. Imaginem o que Tarantino, Christopher Nolan ou os Irmãos Cohen fariam se também dirigissem uma.

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Um comentário sobre “O Fantástico Sr. Raposo Vai Além

  1. Eu vi o trailer desse filme aqui e me pareceu bem legal porque gosto de fábulas. Literalmente, bem “massa” mesmo (rs). Se esse filme se apresentar como uma animacao com pitadas subversivas à la Wes Anderson, acho que ele poderá preparar um bom trampolim para outros cineastas, mesmo porque as animaçoes vêm passando por profundas mudanças estéticas e temáticas (veja o sucesso da série Shrek), mas acima de tudo é talvez caras como os que você citou estejam apenas esperando cair nas suas maos uma boa história para poder trabalhar com esse gênero um tanto infantilizado. Por outro lado, esse nicho do stop-motion poderia ser bem mais aproveitado, embora nao seja lá muito fácil de trabalhar, mas “Fuga das Galinhas” também foi um bom pontapé bem criativo, tanto em termos técnicos como narrativos. Vamos esperar os próximos “aventureiros”…

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