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Chinatown

Em “Chinatown” poucas são as alusões ao próprio nome do filme. Quando comecei a assisti-lo confesso que fiquei um pouco decepcionado em descobrir que o foco inicial era mais sobre sistemas de irrigação e água em Los Angeles e menos sobre o enigmático bairro de Nova Iorque. Há algumas referências aqui e ali como na piada sobre os chineses ainda no começo do filme ou nos empregados chineses que trabalham naquela mansão (aquele mordomo não é aquele ator que faz o dono do restaurante chinês naquele episódio do Seinfeld – que todos os personagens ficam esperando por uma mesa?). Enfim, o bom é que na medida em que o caso é solucionado, no melhor estilo “Sherlock Homes” – o jogo e não o filme; vou descobrindo mais sobre o porquê do título “Chinatown”. Destaque óbvio ao jovem Jack Nicholson que imprime a dose certa de realismo ao detetive Gittes (há cenas impagáveis como no diálogo sobre seu nariz e as bofetadas no final). No final tive a sensação de ter visto um dos melhores filmes investigativos, “neo-noir”, polanskianos, de drama psicológico e qualquer outra definição que você queira dar para aquilo. E esqueça os chineses.

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