pseudojornalismo

Calefação Já!

Depois de terremotos, deslizamentos de terra, carnaval e mais recentemente, a Copa do Mundo, agora temos as temidas eleições. Em breve o país conhecerá seus novos (ou já velhos) representantes, homens e mulheres responsáveis por quem sabe, mudar a cara do país. Acredite você ou não no real poder desses caras, é fato que alguns deles são capazes de mudar pequenas coisas que acabam influenciando no cotidiano do cidadão comum. Radares, leis anti-tabagistas, impostos diversos, câmeras de segurança, pedágios, revitalizações e obras públicas, são apenas alguns exemplos do “poder” desses governantes que em época de eleição, se preocupam mais com a qualidade do terno que usam e a sutileza das palavras em seus discursos, cada vez mais vazios e redundantes, carentes de propostas genuinamente concretas (isso pra não falar da assepsia das propagandas políticas, cada vez mais inúteis).

Moro na região sul do país, mais precisamente em Curitiba (pra quem ainda não sabe), capital da beleza e do caos modelo de desenvolvimento e ecologia, exemplo de um “Brasil que pode funcionar”, blablablá. A questão é que Curitiba também é considerada a capital “sorriso”, não devido à alegria contagiante de seus moradores (bem que podia ser), mas ao fato desses mesmos moradores estarem com os dentes de fora ao esperarem o ônibus (ou no caso, ligeirinho ou biarticulado), num sinal claro de frio intenso e castigante.  Isso ocorre por motivos óbvios, já que a cidade, assim como várias outras neste mesmo estado e praticamente todas aquelas do estado do Rio Grande do Sul, está localizada em uma região extremamente fria, historicamente com invernos rigorosos e até neve (sim, aquela coisa linda que vemos nos filmes!) em alguns pontos.

Pois bem, para quem é curitibano ou gaúcho (lembre-se, gaúchos são apenas os moradores do RS), esse frio é companhia certa em dias de outono ou inverno, castigando pessoas nas suas próprias casas. Repito, nas suas próprias casas. Isso porque até hoje nenhum governante teve a brilhante idéia de aprovar algum projeto de lei que permitisse a construção de sistemas de calefação em casas populares (idéia do meu amigo Guto) e por tabela, também facilitasse o uso dos mesmos sistemas em casas regulares, como a minha e a sua. Argentina, Chile e Uruguai fazem isso há séculos e lá, apesar do frio mais intenso, o povo passa menos frio. Aqui precisamos nos super-agasalhar nos nossos próprios lares, chegando ao cúmulo de visualizarmos nossas próprias respirações em fumaçinhas que insistem em sair das nossas bocas, quando resolvemos abri-las.  É ridículo.

Peço a todos aqueles que pretendem eleger representantes honestos (acredite, eles devem existir), que sugiram essa proposta como forma de diminuir os danos causados por esse “vilão da natureza”, que costuma atingir especialmente a região sul, nessa época do ano. Como disse anteriormente, é hora de exigirmos propostas mais concretas e que realmente aumentem a qualidade vida dos cidadãos (os radares e os impostos é que não vão aumentar). Diga sim a calefação e contribua para o conforto de milhões de moradores, esses sim, honestos em sua maioria. Meus pés e mãos também agradecerão.

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8 comentários sobre “Calefação Já!

  1. É verdade, faz menos frio dentro desse iglu do que no interior de qualquer casa ou apartamento curitibano nessas noites geladas de inverno.

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