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Viagem a Darjeeling: Road Movie Espiritual?

Já na introdução vejo novamente Bill Murray, ator-fetiche do diretor Wes Anderson, correndo como um louco atrás de um trem que vou descobrir minutos depois, partirá rumo a Darjeeling – cidade localizada no estado indiano de Bengala Ocidental, ou pelo menos é isso que a Wikipédia me fala.

O atrasadão Bill Murray tenta, mas não, nesse filme de Wes Anderson, ele não fará parte. Adrien Brody (mais jovem e também muito talentoso, dono de um dos maiores narizes de Hollywood) consegue ultrapassá-lo, jogando suas malas antigonas naquele trem em movimento e conseguindo, encima da hora, uma vaga nesse filme.

E juntamente com Jason Schwartzman e Owen Wilson (esses sim, figuras carimbadas), forma o trio de irmãos responsáveis por conduzir o trem à trama sobre uma suposta viagem espiritual por aquele exótico país, toscamente homenageado por uma novela das oito, certo tempo atrás.

Mas um filme de Wes Anderson não seria um filme de Wes Anderson se não houvesse alguma questão familiar mal resolvida e logo descubro o verdadeiro motivo da viagem que, aliás, preferirei manter oculto nesse texto – não que exista realmente tal necessidade. Enfim, poderia contar a história toda aqui, mas não vou (ainda bem, você deve estar pensando agora).

O visual das cores, texturas e roupas remetem a década favorita do diretor: os anos 60. E se não fosse o ipod de Jack, poderia mesmo pensar que aquela história não estava acontecendo nos tempos atuais. Aliás, Jack é provavelmente meu personagem favorito. Escritor, desconfiado e apaixonado, ele ainda tem o excelente hábito de colocar músicas em seu ipod, criando trilhas perfeitas para momentos específicos da viagem.

No final, percebo que todos aqueles templos indianos e meditações programadas pouco afetaram aqueles irmãos. Obviamente, não era bem isso que eles estavam buscando. Mas talvez em outro sentido a viagem tenha sido realmente espiritual, aliás, pensando bem, qual viagem não é?

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2 comentários sobre “Viagem a Darjeeling: Road Movie Espiritual?

  1. Filmasso! É um filme que não sensibiliza todas as pessoas que assistem (ao menos pela primeira vez), apesar de ser, ao meu ver, bem profundo. Talvez esse seja seu grande mérito, sem presunção o bicho cala alto.

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