pseudojornalismo

Bolivianas Na Rua Próxima a Praça Central

O que fazem essas mais de quinhentas bolivianas caminhando lentamente pela rua próxima a praça central? Com seus trajes típicos, suas compridas saias e suas lindas tranças, muitas ainda carregam seus bebês nas costas, enrolados em um pano de cores fortes e simpáticas. Com seus chapéus arrendondados, traços indígenas, dentes de ouro e seus próprios dialetos, quando não caminham pela rua próxima a praça central, trabalham em toda a sorte de ocupações. De baixa estatura e com roupas artesanais, elas estão em toda a parte: vendendo doces caseiros ou industriais, fritando batatas e bananas para serem servidas com bolinhos de carne, ovos de codorna e muito ketchup, vendendo copos de gelatina com merengue na praça ou ainda, sacos de milho para as crianças jogarem às pombas. Porém nesse dia, nessa segunda-feira fria, lá estavam elas, caminhando lentamente pela rua próxima a praça central. Atrás delas, vinham seus maridos e outros trabalhadores e todos estavam lá para protestar contra o aumento da gasolina, imposto pelo presidente Evo Morales.

Sem sobreavisos, todo o combustível no país sofreu um reajuste salgado de oitenta por cento. Como numa cascata, o transporte público e privado fora obrigado a aumentar seus valores. E logo, as mesmas bolivianas que usam os microônibus para se locomoverem, precisam aumentar o preço de seus produtos. Enquanto isso, na TV só se fala de uma crise lá no Egito e no rádio, a discussão entre Chile e Bolívia sobre a construção de um porto com soberania boliviana em território chileno segue inconclusiva. Dentro de uma lotação, senhoras reclamam do preço alto dos alimentos e em especial do açúcar, em uma curiosa relação com os preços baixos dos celulares. “Não se pode comer celulares”, diz uma delas.

Em paralelo, as bolivianas com trajes típicos continuam protestando na rua próxima a praça central, enquanto dois mochileiros brasileiros procuram uma passagem para Cochabamba e descobrem que ela também está mais cara.

Oruro, 8 de fevereiro de 2011

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4 comentários sobre “Bolivianas Na Rua Próxima a Praça Central

  1. SER MULHER

    Ah, ser mulher!

    Ser mulher é ver o mundo com doçura,
    É admirar a beleza da vida com romantismo.
    É desejar o indesejável.
    É buscar o impossível.

    O poder de uma mulher está em seu instinto
    Porque a mulher tem o dom de ter um filho,
    E cuidar de vários outros filhos que não são seus.

    Ah, as mulheres!
    Ainda que sensíveis
    Mulheres conseguem ser extremamente fortes
    Mesmo quando todos pensam que não há mais forças.

    Mulheres cuidam de feridas e feridos
    E sabem que um beijo e um abraço
    Podem salvar uma vida,
    Ou curar um coração partido.

    Mulheres são vaidosas,
    Mas não deixam que suas vaidades
    Suplantem seus ideais.

    Muitas mulheres mudaram o rumo
    E a história da humanidade
    Transformando o mundo
    Em um lugar melhor.

    A mulher tem a graça de tornar a vida alegre e colorida,
    E ela pode fazer tudo isto quantas vezes quiser
    Ser mulher é gostar de ser mulher
    E ser indiscutivelmente feliz
    E orgulhosa por isso.

    – Brunna Paese –

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