poesias

Dama do Vento

É nas caladas madrugadas que ela costuma aparecer
Imponente, latente, descarada
Chega sem avisar
Entra sem bater
Diz que não sabe quanto tempo fica
Que veio de carona com o vento
E que continua sem endereço fixo

Poucos sabem da sua história
Uns dizem que largou o emprego certo
Pegou a estrada e foi viver de ar
Outros sentenciam:
– Essa já deu pra meio mundo
Do pedreiro ao engenheiro que assina a obra

Perdida no tempo
Prisioneira das ilusões
E das linhas brancas da estrada
Na floresta, vagalume
Na cidade, vagabunda

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