contos

Poucos Dias, Muitas fotos

A campainha toca. Uma, duas, quatro vezes. A dona do hotel não está, diz um hóspede. O único, por sinal. A mochila pesada fica na sala. O quarto é escolhido. A cama é de solteiro e a diária custa cinco dólares, diz o hóspede. Nada da dona.

Ele é chinês e busca uma chave que faça a porta do portão abrir. O hóspede é brasileiro, mas sua aparência questiona esse fato. Seu inglês também.

A fome do chinês aumenta. A mochila fica no quarto. A chave é encontrada. O cadeado na porta do quarto é colocado.

Na cidade, não há estações. De dia primavera, à noite outono. Ou algo assim. Na paisagem, extintos vulcões e montanhas. Fotos. Nas ruas, indígenas e mestiços e turistas apressados. Fotos. O prato do dia custa um dólar e meio. Sopa, frango, suco e uma montanha de arroz. As vestimentas dos indígenas são originalmente lindas. Nas mulheres, colares dourados e camisas brancas com bordados antropomórficos. Nos homens, chapéus pretos e ponchos e alpargatas. Brancas também. Mais fotos.

A feira de artesanato toma conta da cidade e é no sábado. Os turistas apressados vêm somente por ela.

Hoje o chinês come o prato do dia. Amanha ele vai à feira e depois de amanha, à rodoviária. Talvez ele também esteja com pressa. E o mundo o espera. Fotografias não irão faltar.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s