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Sexo, Estranho Sexo

Na parede do quarto dela haviam papéis. Papéis com códigos de área para cada país e por algum motivo, isso o deixava um pouco nervoso. Era sua primeira noite íntima ao lado dela e aos poucos ele descobria seu outro lado. Um lado meio estranho, uma sensualidade esquisita, difícil de explicar. Seria ela mais uma dessas caçadoras de europeus afortunados?

Passou pela cozinha, viu uma barata se esconder embaixo do fogão, entrou no quarto e foi surpreendido por um abraço caloroso e uma perna pressionando seu quadril. Quis iniciar o ato nesse momento, mas ela não o deixou. Disse que tomaria um banho antes e antes que ele dissesse qualquer outra bobagem, o convidou para acompanhá-la. A ducha fria o espantou um pouco e a barata na cozinha permanecia em busca de comida.

O sexo foi tão estranho como toda a situação e foi nesse momento que ele pôde sentir os ossos e a vulnerabilidade daquele pequeno corpo. Definitivamente ela era demasiada magra. E silenciosa. Dormiram abraçados como qualquer casal apaixonado, mesmo estando bem longe de tal sentimento. E depois dessa noite, eles nunca mais iriam se ver.

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