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Batman Ressurge

Dizem por aí que é feio ficar odiando as coisas, que o mundo precisa de amor e de coisas belas e fofas e tudo mais. Concordo com essa história em parte, mas o que dizer quando você decide gastar mais de quatro horas do seu precioso dia e mais de 60 reais pra ir ao cinema ver um filme ruim, previsível, broxante e chato na essência? Tudo bem, o filme em questão tem três horas de duração, mas até chegar ao maldito shopping de proporções messiânicas, encontrar uma vaga em um estacionamento labiríntico e depois ainda procurar seus amigos em uma praça de alimentação que parece ser a maior que você já viu na vida, lá se vão quatro, pra não dizer cinco horas do seu tempo.

Sei que não sou e nunca serei o cara fanático por histórias em quadrinhos, mas confesso que até gostei do tal “Batman Begins” e depois do “Cavalheiro das Trevas”; do primeiro pela novidade no olhar de um novo diretor e pela abordagem mais humanística, coisa que depois fui saber que os verdadeiros fãs não curtem muito, e o segundo pelo interessantíssimo vilão feito pelo ator que morreu. Mas o que esse terceiro Batman tem de tão especial? Ah sim, nele Robin aparece, dando um gancho para mais uma sequência multimilionária cheia de efeitos especiais e pra ser vista provavelmente num Imax 3d e blá blá blá.

Ainda achei, ingenuamente, que o fato de ir ver esse filme no Imax faria alguma diferença, assim como quando fui ver Alice em 3d. Filme ruim é filme ruim independente do suporte ou de quantos bilhões de dólares foram investidos nele. E diretor bom também não garante o ingresso, Tim Burton e agora o próprio Christopher Nolan que o digam e outros exemplos do tipo também não são difíceis de encontrar por aí.

Pois bem, só posso dizer que odiei esse filme, assim como o shopping que ele se encontra, a tela gigante e desnecessária que empurraram pro público e nem preciso falar sobre o preço dos ingressos ou das pipocas, pois isso já é coisa batida e tão sem graça quanto esse filme mencionado. O que salvou mesmo foi a companhia, se bem que nem isso posso elogiar muito, pois mal conversamos (e deveríamos, num filme ruim desse jeito, mas em respeito aos outros no cinema ficamos calados).

Posso estar ficando velho ou qualquer coisa parecida, mas vou cuidar pra não ir ver mais filme megalomaníaco de super herói em que uma super bomba pode explodir tudo no final e o diretor acha que com uma porra duma contagem regressiva ele vai criar algum clima de suspense ou de ansiedade na platéia. Fiquei realmente ansioso, pra que o filme acabasse logo e eu pudesse retornar ao meu lar, de onde eu não deveria ter saído.

Durante a projeção divaguei em alguns momentos sobre essa babaquice de quererem transformar uma história de criança em um filme sério demais. Por que não fazem uma trilogia milionária da antiga série de TV do Batman e do Robin, e abusam do humor proveniente daquelas atuações toscas, dos figurinos infantis e das histórias patéticas. Aquilo sim é que era divertido de se ver. E chega de jogar dinheiro fora.

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7 comentários sobre “Batman Ressurge

  1. igor,
    tá ótimo.
    não vou ver o filme. acho os fâs de batman bem fascistas, prefiro tbém aquele batman camp e gay da tv dos anos 60.

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