Dicas Musicais, pseudojornalismo

O Sucesso de Zeca Baleiro

As luzes do grande teatro se apagam, os patrocinadores aparecem no telão enquanto os atrasados ainda tomam seus acentos. É noite de show no Teatro Guaíra e todos aguardam ansiosamente o início do espetáculo. No palco, Zeca Baleiro. Na platéia, eu e uma amiga. Mas espere aí, eu num show do Zeca Baleiro? Aqueles que me conhecem sabem que dificilmente iriam me encontrar em qualquer lugar que esse cantor fizesse show, porém a situação é outra, estou fazendo companhia a uma amiga que havia conseguido os ingressos e como não é qualquer dia que tenho uma oportunidade de ir ao Teatro Guaíra, o mais histórico e conhecido teatro de Curitiba, resolvi deixar qualquer preconceito de lado e dar uma chance a esse músico, que não considero de todo ruim, pelo contrário, o respeito, assim como respeito o Lenini ou o Djavan, mas também não gastaria um centavo para vê-los, por uma simples questão de gosto.

Pois bem, logo descobri que Zeca Baleiro é maranhense, assim como minha amiga e durante o show, pude perceber também que conhecia algumas de suas composições, afinal, trata-se de um hit maker e basta você viver no Brasil para ter tido acesso aos seus sucessos.

Confesso que fiquei positivamente impressionado com seu show e por sua versatilidade musical, hora munido de uma banda completa de rock´n´roll, hora apenas com seu violão, guitarra ou cavaquinho. Pois é, em duas horas de show ele consegue alternar climas bem distintos, chegando a dedicar uma boa parte a uma espécie de lual virtual, com direito a lua cheia no fundo, banjos, acordeons e violões.

Os covers também chamaram a atenção: além de Lula Côrtes no lual, ainda teve a clássica “Disritmia” eternizada por Ney Matogrosso e os meninos emparedados, o sucesso pop norte-americano de “Price Tag” da cantora Jessie J, a poderosa “Alma Não Tem Cor” de André Abujamra e para finalizar ele aproveitou aquele momento oportuno de qualquer show nacional em que algum espertinho grita “Toca Raul” e executou lindamente uma versão para “A Maça”, do gênio baiano.

Na parte humorística, teve até direito a dançinhas coreografadas em homenagem aos funks e hits de verão.

Zeca Baleiro é de fato um músico já consagrado no cenário nacional e quem sou eu para negar isso. Faltava só uma oportunidade como essa, para entender um pouco de onde veio esse sucesso todo.

Um dia ainda vejo Lulu Santos por aí.

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4 comentários sobre “O Sucesso de Zeca Baleiro

  1. Que bom que tu deu uma chance pro meu conterrâneo. Como disse a Patrícia, ele é intenso e ao mesmo tempo simples. Agora, tu pode te permitir conhecer a obra com calma, te sugiro o àlbum “Balada de Asfalto e outros blues”, acho que tu vai gostar.

    Um Abraço,

    Maristhela Rodrigues

  2. Gosto do “Líricas” do Zeca Baleiro.

    Recomendo fortemente shows do Lenine! Taí um músico seríssimo e muito competente! Nenhum show dele é igual ao outro, e a pegada do show é fantástica! Sem exagero.

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