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O Ditador ou Sacha e Seus Velhos Truques

ditador

Hoje vou falar sobre o filme que vi há uns três ou quatro dias atrás. Portanto não considere isso uma crítica fundamentada ou qualquer coisa do gênero, apenas uma idéia jogada, ou melhor, escrita, sobre as impressões que ficaram na minha cabeça a respeito desse novo filme do Sacha Baron Cohen, chamado “O Ditador”.

Pois bem, confesso que ri muito pouco durante o filme todo, assim como já havia ocorrido com seu filme anterior, o tal “Bruno”. Definitivamente o ator e roteirista parece estar dando voltas, após sua excelente estréia no cinema sobre aquele repórter esquisito do Cazaquistão e até antes mesmo, na TV, com seu hilário personagem Ali G. Desde então seus filmes não passam de tentativas fracassadas de repetir o sucesso de Borat, e pior, através das mesmas piadas. Ok, já sabemos que em seus filmes sempre haverá um personagem onipresente com algum sotaque estranho, além de algum visual meio bizarro. Também já sabemos que em algum momento haverá uma cena de nudez explícita, normalmente envolvendo a genitália de Sacha. Também sabemos que em algum momento haverá uma briga, ou alguma cena de ação, geralmente com Sacha nu ou semi-nu brigando contra outro peladão, ou no caso desse último filme, contra as tetas gigantes de outro personagem. Ah, e como não podia faltar, sempre veremos críticas a sociedade americana, uma vez que seu personagem vindo de algum país meio estranho sempre dá um jeito de ir para a “Ámerica”, e lá o choque cultural é evidente.

E assim, como algum mágico decadente, Sacha Baron Cohen repete seus velhos truques. E há quem continue gostando, caso contrário Sacha já teria parado de fazer os mesmos filmes. O curioso é que esse mesmo “mágico” estava espetacular no papel de um verdadeiro mágico no filme do Tim Burton, sobre o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Na ocasião, pensei: “Que bom, ele não é apenas mais um comediante e sim um puta ator (como bons comediantes sempre são) com potencial para largar seus personagens caricatos e supostamente reais e começar a fazer filmes bons”. Infelizmente ele preferiu seguir com seus personagens de sotaques estranhos e com visuais meio bizarros. Resta agora torcer para que Sacha faça um Freddy Mercury genial e salve sua carreira, desgastada pelas mesmas piadas visuais de sempre. Potencial eu sei que ele tem.

Mas antes de finalizar, gostaria de lembrar que apesar da ausência de gargalhadas durante seu último filme, a mensagem final é bem bacana, recordando os americanos que a democracia que eles vivem é tão fascista quanto qualquer ditadura que já tenha existido.

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