pseudojornalismo

Novo Leiaute e o Velho Passado

novo_leiauteSemana passada teve o dia do trabalho, mas falar de passado é coisa démodé e falar démodé é ainda mais atrasado. Mas ando meio assim, ultimamente, atrasado e folgado, realizando pequenas ideias do passado, reciclando projetos antigos, revendo velhos amigos e ouvindo discos dos anos sessenta.

Citei o dia do trabalho porque nesse dia decidi nadar contra a corrente e assim, utilizando outra expressão enferrujada e manjada, decidi que, em vez de descansar, era tempo de trabalhar.

Trabalhar para a minha pessoa: sem intermediários, chefes chatos, subchefes incompetentes, estagiárias atrapalhadas ou colegas arrogantes, mas com as pertinentes distrações de se trabalhar em casa e sobre isso, nem perderei meu tempo em detalhar. Afinal, o tempo corre e se eu começar a me alongar demais por aqui, perderei você, nobre leitor – porém não dramatizarei dizendo que perderia a razão pela qual escrevo, pois essa eu confesso que ainda não encontrei.

E como o Roberto suplicava contra os ventos, é por isso que eu corro demais, ou talvez seja por isso que eu não corro mais, mas compreendo por que os outros correm demais, pois também aprendi com o Almir a andar devagar e, com o Bowie, aprendi a citar gente importante.

Tão devagar que esse blog que você está lendo e com um nome inglês metido à besta, citação-de-escritor-pseudocult-underground, já tem alguns anos de existência e somente agora ou, na verdade, na quarta, no dia do trabalho, somente nesse dia ele sofreu a primeira grande mudança em sua curta passagem, biologicamente falando, ou longa vida em se tratando de tecnologia, internet ou tipos de leite.

Pois bem, falo do “leiaute” como diria um Zé aí – da estrutura do blog, que agora em sua página inicial se assemelha um pouco mais com os extintos jornais de papel, comuns nos anos sessenta para embrulhar peixe frito na Inglaterra e, nos mesmos anos em que Roberto cantava suas canções botânicas sobre brotos e os discos dos besouros eram a coqueluche das festas de arromba.

Além dessa aparência antiquada e meio boba, há também uma espécie de “menu superior” onde o leitor poderá “navegar” entre as principais categorias do blog, encontrando de maneira mais ligeira, conteúdos sobre os assuntos que mais lhe interessam no momento.

Na “barra lateral”, tentei deixar o objetivo mais claro, ou escuro, já que o fundo das caixas é preto. Nas gavetas, você encontra todas as categorias, sem distinção de importância. Abaixo, você pode assinar o blog, sem custo algum, porém ele não chegará na sua caixa postal como as revistas da Abril pelas quais você pagava, mas nem sempre as lia.

Na caixa “sobre” há algumas palavras-chave ou “tags” sobre assuntos abordados nos “posts”. Queria evitar tantas palavras da moda e estrangeiras, mas tá difícil.

Em seguida, abaixo das “tags”, há os nove últimos “posts” – o número foi reduzido por uma questão cabalística e por eu curtir muito aquela história, dos anos sessenta também, sobre “number nine, number nine, number nine,…”

 

Ah, quer saber, o restante das caixas pretas ficará para uma próxima, que provavelmente não deverá existir, pois essa história andou me lembrando dos longos anos em que trabalhei “desenvolvendo” manuais de ajuda de “softwares” e esses termos “menu superior, barra lateral e blablablá” fazem parte agora de um lado escuro do meu passado e da minha lua floydiana, felizmente um passado ainda muito próximo e assim, longe dos anos sessenta, quando minha vida era muito mais tranquila e de onde tenho buscado minhas inspirações ultimamente. Esse blog é sobre esse tempo, mas longe de pregar aqui um saudosismo burro, continuarei falando sobre o que aconteceu semana passada ou na noite de ontem ou ainda, na manhã de 2049.

 

E citando o Caetano, que também é dos anos sessenta e eu sei que você já sabe disso, mas eu não poderia perder a oportunidade de repetir esses anos dourados da minha vida inventada e assim, continuar sendo prolixo e chato como sempre; enfim, Caetano mandou um “abraçaço” que agora, eu estendo a você, admirável leitor que conseguiu chegar até aqui.

E como ele dizia na TV do passado, gíria a gente não explica. Poesia, segundo o velho barrigudo e bigodudo de Curitiba, também não.

“Leiaute” de blog talvez sim e olha que eu tentei.

 

Em tempo, e resgatando um pouco de uma velha coluna aqui do blog sobre dicas musicais, termino esse texto ao som da bailarina das semanas astrais do também seiscentista Van Morrison.

The Show Must Go On.

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2 comentários sobre “Novo Leiaute e o Velho Passado

  1. Ah, é… “falar de passado é coisa démodé e falar démodé é ainda mais atrasado”… muito bom! Quando ao leiaute, me falaram que agora até se escreve assim, que está no dicionário, essas coisas, mas eu não acreditei.

    1. Pois é compadre, escrevi assim de brincadeira e o incrível corretor do word não foi contra. Mas sou adepto dessa onda hispano-argentina-? de pronunciar palavras inglesas com o sotaque local ou ainda se recusar a falar “croissant”..

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