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[pace is the essence] Podcast #07: Animais (Parte 3 – Os do Ar)

CAPA-animais-do-arRetomando as atividades radiofônicas, segue o terceiro programa da série “Animais”, dedicado aos animais que voam, ou pelo menos chegam perto disso. Escute canções sobre o tema, além de curiosidades sobre pássaros, corujas, borboletas, mosquitos,…

Abaixo a tracklist:

ANDREW BIRD – Cock O´The Walk
O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN – Chicken Flow
HOWLIN´WOLF – The Red Rooster
THE DOORS – The Mosquito
NICK DRAKE – Fly
THE CRAMPS – Human Fly
NADA SURF – Fruit Fly
HOAGY CARMICHAEL – Casanova Cricket
MARCOS VALLE – Crickets Sing For Anamaria
DEAD KENNEDYS – I Am The Owl
COCOON – Owls
DEVENDRA BANHART – Lazy Butterfly
SÁ, RODRIX & GUARABIRA – Juriti Butterfly
CAETANO VELOSO – Asa, Asa
BRIAN WILSON AND VAN DYKE PARKS – Wings Of A Dove
JIM HENDRIX – Night Bird Flying
DOCES CARIOCAS – Blackbird e Asa Branca
HIS NAME IS ALIVE – Save The Birds
FATS DOMINO – Birds and Bees
CURUMIN – Passarinho
CHICO BUARQUE – Passaredo
BLOSSOM DEARIE – Little Jazz Bird
WOLFMOTHER – Where Eagles Have Been
CIDADÃO INSTIGADO – Os Urubus Só Pensam Em Te Comer
SIMON & GARFUNKEL – El Condor Pasa (If I Could)
FITO PAEZ – Mariposa Tecknicolor

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Dicas Musicais, podcasts

[pace is the essence] Podcast #04: Animais (parte 2 – os da água)

E no quarto programa e segundo da série sobre animais, canções e comentários sobre animais aquáticos, de todos os tipos. Críticas ou sugestões são bem-vindas demais.

Segue a tracklist:

Spongebob – The Best Day Ever
Frank Black – Song of the Shrimp
Devendra Banhart – Seahorse
Donovan – Starfish-On-The-Toast
Syd Barrett – Octopus
Jeffrey Lewis – Octopus´s Garden
Clube da Esquina – A Sede do Peixe
Inezita Barroso – Peixe Vivo
Tom Zé – Peixe Viva
Raul Seixas – Peixuxa (O Amiguinho dos Peixes)
John Lurie – Shark Drive
It´s A Beautiful Day – The Dolphins
Sá, Rodrix & Guarabyra – Mestre Jonas
Riachão – Os bichos: Baleia da Sé / Tartaruga 70
Supercordas – Frog Rock
Screamin´ Jay Hawkins – Alligator Wine
The Cramps – Alligator Stomp
Badly Drawn Boy – Have You Fed The Fish?

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Uma Video-serenata?

O Tiago (aquele mesmo amigo meu, que não tem orkut, twitter ou blog) fez esse videoclipe despretencioso (ok, não deveria falar isso, afinal quando alguma coisa diz ser despretenciosa, na verdade ela tem a pretenção de ser despretenciosa, o que faz dela algo realmente pretencioso, mas enfim…). Ele estava sozinho em seu apartamento, e sua namorada-esposa havia viajado. Pra matar o tempo e a saudade ele gravou e editou uma espécie de segunda versão do clipe para a música “Baby”, do Devendra Banhart. O resultado, vocês conferem aqui, em primeira mão.

Dicas Musicais

Artista/Banda da Semana – Cibelle

Se Tom Waits fosse uma mulher e tivesse nascido no Brasil no final dos anos 70, provavelmente ele se chamaria Cibelle. A influência do mestre aparece principalmente nos seus dois últimos trabalhos: The Shine of Dried Electric Leaves (esse com direito a cover, já na primeira faixa), e Las Vênus Resort Palace Hotel, recém lançado e talvez seu melhor disco. Mas o Tom Waits que ela empresta está mais naquele ser teatral, circense, surreal e melancólico, e menos naquele outro ser, mais alcoolizado, mais chorão, presente muito mais no inicio da carreira. É claro que suas influências vêm de outros cantos também: há a suavidade e a espacialidade de uma Bebel Gilberto, há o freak folk de um Devendra Banhart, há a esquisitice eletrônica de uma Bjork, há o tropicalismo de um Caetano, e há a bossa nova de Tom Jobim, outro grande mestre e referência fixa na obra da artista.

Outro detalhe que vale a pena ser destacado, é justamente o cuidado e a preocupação de Cibelle com os conceitos dos seus discos. Cada trabalho possui uma característica própria, uma sonoridade capaz de conduzir o ouvinte a lugares distantes, em viagens oníricas extremamente satisfatórias. Suas canções, com distintas camadas de instrumentação, permitem diferentes leituras, o que é sempre muito bom quando se pretende ouvir o mesmo disco várias vezes consecutivas. Cibelle também consegue algo que pra mim é muito raro de se ver por aí: ao mesmo tempo em que ela consegue ser internacional sem ser world music ou qualquer rótulo exótico, ela também mantém a identidade brasileira até mesmo nas canções que canta em inglês. Selecionei algumas dessas canções, espero que gostem tanto quanto eu. Abraços.

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Dicas Musicais

O Assobiador e seu Violino

Em 1996 ele lançava seu primeiro disco, com o curioso título de “Music of Hair”. Se nessas primeiras canções suas referências eram o tradicional jazz e o folk americano, seu violino já demonstrava um garoto virtuoso com um enorme potencial criativo. Mais uns anos se passaram e ele agora fazia parte da trupe por trás do Squirrel Nut Zippers, uma banda de jazz que poderia ter existido nos anos 20 ou 30, acompanhando quem sabe, uma jovem Billie Holiday. Três discos depois ele fundava sua própria banda, a “Bowl of Fire” e as raízes jazzísticas continuavam lá. Sem o sucesso comercial, Andrew Bird decide investir em sua carreira solo e no assovio, justificando o próprio sobrenome. O assovio se transformara em um instrumento como outro qualquer e sua aptidão para tocá-lo só podia ser comparada ao de seu violino, cada vez melhor.

Seu som passou a incorporar elementos do indie (aquele “estilo” muito em voga nessa década passada), além de referências musicais africanas e sabe deus de onde mais. Foi só aí que Bird ganhou seu merecido espaço no cenário indie mundial, com uma marca própria e que passou a ser “copiada” por bandas posteriores como os caras do Beirut. No ano passado ele lançou seu último trabalho, com o nome de “Noble Beast”, onde mais uma vez mostrou sua maturidade para criar melodias assoviáveis (haveria de ser diferente?) e letras inteligentes sobre temas que vão do existencial ao surreal. São dele canções como “A Nervous Motion Tic of the Head to the Left” ou “The Naming of Things” e versos como “And when you look up at the sky, all you see are zeros and ones”, “When I was just a little boy / I threw away all of my action toys / While a I became obsessed with Operation”, ou ainda “We were all basically alone / Despite what all his studies had shown / That what’s mistaken for closeness / Is just a case of mitosis. Não é a toa que ele também é enquadrado no movimento freak folk ao lado de outros esquisitos como Devendra Banhart.

[ Clique aqui para escutar ou baixar algumas de suas canções ]