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[pace is the essence] Podcast #12: On the road (Parte 1)

arte_ontheroad01 blogPrimeira parte do programa dedicado as viagens e ao ato de colocar o pé na estrada. Canções sobre o tema, curiosidades e dicas de viagens fazem parte deste podcast, agora também transmitido pela Rádio Gralha, 106,1 mhz, aos sábados, 20h. Aproveite e tenha uma boa viagem!

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Primeira parte do programa dedicado as viagens e ao ato de colocar o pé na estrada. Canções sobre o tema, curiosidades e dicas de viagens fazem parte deste podcast, agora também transmitido pela Rádio Gralha, 106,1 mhz, aos sábados, 20h. Aproveite e tenha uma boa viagem!

Dicas Musicais, podcasts

[pace is the essence] Podcast #06: O Sono e o Sonho (Parte 2 – O Sonho)

E segue, depois de um longo intervalo, a segunda parte do programa sobre o sono e os sonhos. Nele você escutará canções relacionadas ao tema, além de comentários e curiosidades sobre o mundo dos sonhos. Críticas ou sugestões são sempre bem vindas.

Segue a tracklist:

Sufjan Stevens – Interlude I: Dream Sequence in Subi Circumnavigation
Miles Davis – Moon Dreams
Buddy Holly – Moondreams
Nico – Wrap Your Troubles in Dreams
Jon Brion – A Dream Upon Waking
The Books – Read, Eat, Sleep
Circulatory System – I You We
Circulatory System – Should a Cloud Replace a Compass?
The Beatles – Flying
Flaming Lips – Bad Days
John Lurie – Dream Elaine Driving
Randy Newman – Last Night I Had a Dream
Don Mclean – No Reason For Your Dreams
Tom Jobim – Dreamer
Cérebro Eletrônico – Portal dos Sonhos
Kate Bush – Army Dreamers
Beach Boys – Diamond Head
Misophone – Tired of Silly Dreams
Wilco – Was I In Your Dreams?
Bell Orchestre – Recording a Tunnel
M. Ward – Bad Dreams
Eels – In My Dreams
Scarlett Johansson – I Wish I Was In New Orleans
Leon Redbone – A Dreamer´s Holiday

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clipes, Dicas Musicais

Artista/Banda da Semana – Lonely Drifter Karen

Há uns bons meses atrás um grande amigo havia retornado de sua viagem itinerante por entre países europeus sortidos, o qual deve ter passado ótimos meses conhecendo aquele continente belo e decadente. Entre as grandes belezas descobertas, um curioso trio intitulado “Lonely Drifter Karen” parece ter ofuscado nomes manjados do cenário indie-pop em um tal festival, o qual ele pôde dar a graça de sua presença. (…)

Rapidamente fui atrás daquele nome curioso e para minha grata surpresa, ouvi seus dois discos, recebendo elogios do meu par de tímpanos, no desenrolar de cada nova canção. Misturando o bom e velho rock´n´roll folk com música de cabaret, de algum circo do além e daqueles sonhos inocentes da criança que temos dentro de nós, esse trio (composto por um espanhol, um italiano e a doce voz de uma austríaca) consegue cativar o ouvinte já nas primeiras audições.  Esse meu amigo sabe mesmo dar boas dicas musicais (entre outras). Só me resta passar essa dica adiante. Um grande abraço e tenha uma ótima semana nesse “mundo maluco”.

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Dicas Musicais, filmes

Os Demônios de Daniel Johnston

Para os brasileiros que não o conhecem, Daniel Johnston foi (e ainda é) um cara obcecado pela fama, capaz de gravar momentos constrangedores sobre sua vida pessoal para depois exibi-los em um documentário sobre essa mesma vida supostamente legendária. Falando assim, ele poderia ser facilmente enquadrado no hall das pseudo-celebridades instantâneas, extraídas de programas estéreis como big brothers e afins.

Mas espere, Daniel Johnston não é esse cara. Sim, ele realmente documentou sua vida inteira através de filmes super-8 e centenas de fitas cassetes. Talvez ele possuísse uma estranha obsessão pela fama, algo perseguido por muitos artistas, porém a forma que ele optou para alcançar esse tão sonhado estrelado é certamente original e sincera até o osso. Explico. Daniel Johnston foi criado em uma cidade interiorana americana, por uma família cristã fundamentalista. Durante a infância e parte de sua adolescência, Daniel gostava de desenhar compulsivamente globos oculares, além de Capitães Américas, Gasparzinhos, patos e sapos.

Além dos desenhos, Daniel gostava de fazer filmes em super-8 contando histórias da sua própria vida, mostrando suas discussões com sua mãe (interpretada por ele mesmo), além de sair com a câmera pela escola e posteriormente pela faculdade de arte, onde encontraria o amor da sua vida, uma garota visualmente encantadora chamada Laurie. Laurie seria a inspiração para 1000 canções, segundo o próprio artista.

Rapidamente, Daniel transforma o porão da casa de seus pais em um estúdio de gravação improvisado. Lá ele gravaria seus primeiros discos (na realidade fitas), em um piano desafinado de forma completamente despretensiosa, mas não menos sincera. “Songs of Pain” é um dos seus primeiros trabalhos.

Até aí nada de mais, apenas a história de mais um compositor recluso com algumas manias estranhas. Agüente que eu chego lá.

Após alguns anos e algumas fitas distribuídas para amigos e críticos musicais, Daniel Johnston passa a virar uma espécie de lenda local, um pequeno gênio incompreendido. Um tempo depois ele compra uma mobilete e foge da casa da irmã (nessa altura, seus pais já não conseguiam mais lidar com seus problemas ou sua falta de comprometimento com o trabalho do Senhor).

A partir desse momento, sua vida parece tomar rumos previsíveis apenas em pessoas maníaco-depressivas – algo descrito pelo próprio artista em uma das suas fitas cassete. Para os médicos, seus pensamentos não passavam de ilusões fantasiosas maléficas. Para Daniel, eram apenas visões, mensagens de Deus ou qualquer coisa assim.

E assim, Daniel passa a consumir L.S.D. em doses perigosas e logo passa a ter alucinações e achar que está sendo perseguido pelo demônio. Algum resquício de sua criação religiosa? Talvez. O fato é que a partir dali, Daniel Johnston nunca mais seria o mesmo, chegando ao ponto de sua família não reconhecê-lo e ter que chamar a polícia em plena noite de natal. Na ocasião, Daniel insistia em colocar discos dos Beatles (sua outra grande obsessão) na árvore de natal, entre outras maluquices.

Uma série de acontecimentos bizarros e inexplicáveis (ou talvez explicáveis, considerando sua grave doença) passaram a fazer parte da vida desse homem desde então, culminando com a demissão de seu empresário e a recusa de um contrato de 100 mil dólares com uma gravadora, apenas por Daniel achar que a gravadora, assim como seu empresário, estavam possuídos pelo demônio e que a banda Metallica (também contratada pela gravadora) iria assassiná-lo, caso ele assina-se o tal contrato.

“The Devil and Daniel Johnston” conta tudo isso com detalhes, além de usar e abusar do material fornecido pelo próprio artista. Mais do que um filme sobre um artista genial, é a história sobre seus pais, batalhando para compreender um filho com sérias dificuldades em distinguir a realidade de seu mundo particular, cercado de globos oculares, Capitães América, Gasparzinhos, patos, sapos e demônios.

Dicas Musicais

Artista/Banda da Semana – She & Him

No longínquo ano 2000 era lançado um filme bacana chamado “Quase Famosos”, contando a história do diretor Cameron Crowe e seu início de carreira como jornalista da revista Rolling Stone. Quem viu aquele grande filme adolescente, deve se lembrar da irmã mais velha do menino, que antes de “fugir” de casa para perseguir seu sonho de ser uma aeromoça (?), dá um toque no irmão pra ele verificar uma caixa que está embaixo de sua cama. E lá estavam os grandes discos de rock´n´roll que abririam um novo mundo na cabeçinha daquele garoto.

Pois bem, aquela irmã gente boa se chama Zooey Deschanel e depois de fazer uma série de outros bons filmes (incluindo a personagem descrita em “O Guia dos Mochileiros das Galáxias” como sendo “magra, humanóide, com grandes ondas de cabelo preto, uma boca inteira, um pequeno nariz e olhos ridiculamente marrons” no filme de mesmo nome), ela decide finalmente iniciar sua carreira musical ao lado de ninguém menos que M. Ward. Ok, talvez você não conheça muito bem ele, mas o cara é bão.

E assim surge “She & Him” e os discos “Volume One” e “Volume Two” com uma distância de dois anos. Por todos esses nomes, deu pra perceber que simplicidade é o que o duo procura (e facilmente encontra). E se Zooey gosta de ouvir uma tal rádio AM com clássicos californianos dos anos 70, essa influência se faz presente nas suas músicas, resultando em lindas canções country-folk-pop assoviáveis . E é aí que M. Ward consegue se encaixar perfeitamente, produzindo e compondo arranjos magicamente atemporais.

Como se não bastasse, o “casal” ainda teve a audácia de gravar covers primorosos dos rapazes de Liverpool e dos melodiosos meninos conhecidos por “Beach Boys”.  Como diria um querido amigo, boa viagem.

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