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[pace is the essence] Podcast #12: On the road (Parte 1)

arte_ontheroad01 blogPrimeira parte do programa dedicado as viagens e ao ato de colocar o pé na estrada. Canções sobre o tema, curiosidades e dicas de viagens fazem parte deste podcast, agora também transmitido pela Rádio Gralha, 106,1 mhz, aos sábados, 20h. Aproveite e tenha uma boa viagem!

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Primeira parte do programa dedicado as viagens e ao ato de colocar o pé na estrada. Canções sobre o tema, curiosidades e dicas de viagens fazem parte deste podcast, agora também transmitido pela Rádio Gralha, 106,1 mhz, aos sábados, 20h. Aproveite e tenha uma boa viagem!

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[pace is the essence] Podcast #07: Animais (Parte 3 – Os do Ar)

CAPA-animais-do-arRetomando as atividades radiofônicas, segue o terceiro programa da série “Animais”, dedicado aos animais que voam, ou pelo menos chegam perto disso. Escute canções sobre o tema, além de curiosidades sobre pássaros, corujas, borboletas, mosquitos,…

Abaixo a tracklist:

ANDREW BIRD – Cock O´The Walk
O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN – Chicken Flow
HOWLIN´WOLF – The Red Rooster
THE DOORS – The Mosquito
NICK DRAKE – Fly
THE CRAMPS – Human Fly
NADA SURF – Fruit Fly
HOAGY CARMICHAEL – Casanova Cricket
MARCOS VALLE – Crickets Sing For Anamaria
DEAD KENNEDYS – I Am The Owl
COCOON – Owls
DEVENDRA BANHART – Lazy Butterfly
SÁ, RODRIX & GUARABIRA – Juriti Butterfly
CAETANO VELOSO – Asa, Asa
BRIAN WILSON AND VAN DYKE PARKS – Wings Of A Dove
JIM HENDRIX – Night Bird Flying
DOCES CARIOCAS – Blackbird e Asa Branca
HIS NAME IS ALIVE – Save The Birds
FATS DOMINO – Birds and Bees
CURUMIN – Passarinho
CHICO BUARQUE – Passaredo
BLOSSOM DEARIE – Little Jazz Bird
WOLFMOTHER – Where Eagles Have Been
CIDADÃO INSTIGADO – Os Urubus Só Pensam Em Te Comer
SIMON & GARFUNKEL – El Condor Pasa (If I Could)
FITO PAEZ – Mariposa Tecknicolor

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Dicas Musicais, pseudojornalismo

O Sucesso de Zeca Baleiro

As luzes do grande teatro se apagam, os patrocinadores aparecem no telão enquanto os atrasados ainda tomam seus acentos. É noite de show no Teatro Guaíra e todos aguardam ansiosamente o início do espetáculo. No palco, Zeca Baleiro. Na platéia, eu e uma amiga. Mas espere aí, eu num show do Zeca Baleiro? Aqueles que me conhecem sabem que dificilmente iriam me encontrar em qualquer lugar que esse cantor fizesse show, porém a situação é outra, estou fazendo companhia a uma amiga que havia conseguido os ingressos e como não é qualquer dia que tenho uma oportunidade de ir ao Teatro Guaíra, o mais histórico e conhecido teatro de Curitiba, resolvi deixar qualquer preconceito de lado e dar uma chance a esse músico, que não considero de todo ruim, pelo contrário, o respeito, assim como respeito o Lenini ou o Djavan, mas também não gastaria um centavo para vê-los, por uma simples questão de gosto.

Pois bem, logo descobri que Zeca Baleiro é maranhense, assim como minha amiga e durante o show, pude perceber também que conhecia algumas de suas composições, afinal, trata-se de um hit maker e basta você viver no Brasil para ter tido acesso aos seus sucessos.

Confesso que fiquei positivamente impressionado com seu show e por sua versatilidade musical, hora munido de uma banda completa de rock´n´roll, hora apenas com seu violão, guitarra ou cavaquinho. Pois é, em duas horas de show ele consegue alternar climas bem distintos, chegando a dedicar uma boa parte a uma espécie de lual virtual, com direito a lua cheia no fundo, banjos, acordeons e violões.

Os covers também chamaram a atenção: além de Lula Côrtes no lual, ainda teve a clássica “Disritmia” eternizada por Ney Matogrosso e os meninos emparedados, o sucesso pop norte-americano de “Price Tag” da cantora Jessie J, a poderosa “Alma Não Tem Cor” de André Abujamra e para finalizar ele aproveitou aquele momento oportuno de qualquer show nacional em que algum espertinho grita “Toca Raul” e executou lindamente uma versão para “A Maça”, do gênio baiano.

Na parte humorística, teve até direito a dançinhas coreografadas em homenagem aos funks e hits de verão.

Zeca Baleiro é de fato um músico já consagrado no cenário nacional e quem sou eu para negar isso. Faltava só uma oportunidade como essa, para entender um pouco de onde veio esse sucesso todo.

Um dia ainda vejo Lulu Santos por aí.

pseudojornalismo

Alegria, Caetano!

Ontem vi novamente o filme de Caetano, um documentário de 2003 que ganhei de presente de um grande amigo. Chama-se “Coração Vagabundo” e trata-se de imagens e depoimentos do próprio Caetano, enquanto o mesmo viajava com seu pocket show, ou bocket show, como ele mesmo brincou certa vez.

Nova Iorque e mais algumas cidades japonesas são o cenário desse cinema transcendental sobre um Caetano meio tristonho com sua vida pessoal, afinal na época ele estava terminando seu relacionamento com Paulinha, a jovem produtora que sofria de ciúme por Gisele Bündchen.

Mas o filme também falava sobre a tropicália e sobre aquela luta baiana em plena São Paulo efervescente, contra o tal provincialismo artístico e aquela historia patética de sermos contra o uso da guitarra elétrica. Os baianos estavam mesmo olhando lá pra frente, pro horizonte distante cantado recentemente pelos los hermanos, outro grupo admirado por Caetano (pô, até Arctic Monkeys o cara curte).

Hoje a fusão de idéias e estilos já proposta pelo tropicalismo é quase uma palavra de ordem, em qualquer cultura supostamente moderna e antenada.

Acabo de ver o documentário pela sexta ou sétima vez e ao trocar o input da TV descubro pelo seboso William Waack do jornal da globo que ontem também foi o aniversário de 70 anos desse figura de cabelos brancos e de cabeça ainda aberta, pra continuar citando outra parte do filme, onde Caetano diz que “tem gente que nasce com a cabeça aberta e depois a fecha, e tem gente que nasce com ela aberta e que continua aberta, mesmo depois de velho”.

Como eu gostaria que todos os velhos fossem como você, aberto pras novidades e firme nas idéias utópicas sobre um mundo “sem religião”, “obscurantismos” ou “opressões”.

Você cansa de se explicar e de tentar encontrar a luz, é verdade, mas quero que saiba do imenso carinho e admiração que tenho por sua pessoa, sem falar no artista: polêmico, às vezes meio chato, muitas vezes genial e quase sempre original que sempre foi e é.

Afinal ser é muito melhor do que não ser, não é mesmo?

Caetano, um feliz aniversário pro cê!

Dicas Musicais, fotografias

Velhinhos Batutas do Rock, do Folk, e da MPB

Os anos se passaram, mas eles continuam por aí. Alguns deles estão mais ativos do que nunca, mostrando que é possível envelhecer com alegria e saúde. Drauzio Varella que o diga.

Loucos, rebeldes e/ou drogados e prostituídos, suas juventudes foram marcadas por atos de protesto, irreverência e diversas obras-primas musicais.

Se hoje eles lembram aquele seu vovô maluco, ontem eles foram jovens contestadores e muitas vezes incompreendidos (e em outros casos, apenas loucos mesmo). Abaixo estão alguns exemplos:

Chuck Berry


Bob Dylan, link post

Tom Waits, link post

Brian Wilson

Leonard Cohen, link post


Neil Young

Arnaldo Baptista

Chico Buarque


Milton Nascimento


Caetano Veloso

Gilberto Gil

Tom Zé, link post

Foto (dir.): Tiago Valério