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O Sonho Mais Impressionante de Toda a Minha Vida

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Caí da cama cedo, como raramente faço, após sonhar o sonho mais impressionante de toda a minha vida. Quando abri os olhos pela primeira vez senti vontade de dormir mais, sentia que era demasiado cedo para despertar, mas o sonho tinha sido louco demais para eu esquecê-lo assim, numa provável substituição por algum novo sonho fabricado por esse laboratório infinito e amoral chamado inconsciente.

É claro que não vou lembrar exatamente como esse sonho começou. Me recordo que nos primeiros instantes minha primeira namorada havia reaparecido e esboçava um evidente interesse em mim, após divorciar-se de seu marido, com quem tivera dois filhos. E foi essa imagem simbólica daquele primeiro amor inocente e completo que fez eu ter esperanças naquele universo onde as memórias se misturam e seguem criando novas histórias, muito mais interessantes do que essas que costumamos viver no dia-a-dia.  

O cenário assustava. Por algum motivo que eu também não vou conseguir lembrar agora, fui obrigado a participar de uma bizarra seita, onde eu parecia ser o único ser consciente do tamanho do absurdo que aquilo representava. Vivíamos em um templo majestoso, um palácio de dimensões medievais e com centenas de quartos. Suspeitei que além dos comprimidos oferecidos diariamente como se fossem alguma benção milagrosa, eles também estavam botando algum tipo de droga na nossa comida, manipulando nossas mentes para acreditar que tudo aquilo era pro bem ou qualquer outra merda do gênero.

Lembro de dois momentos em que tentei alertar pessoas de fora da seita, amigos que não vejo faz tempo, mas que em meus sonhos costumam ser personagens recorrentes. Havia um trem e um dos comissários era um dos cabeças desse clã do djanho, avisei Joana e tentei fugir, mas o cara foi mais rápido e em segundos eu estava novamente lá, naquele maldito palácio de ilusões. Nas reuniões matinais, para a introdução de novos membros e outras baboseiras típicas dessa gente, eu olhava para todos os cantos daquele imenso salão à procura da minha primeira namoradinha, sempre achando que quando a encontrasse todo aquele pesadelo acabaria em final feliz.

O engraçado foi encontrar não ela, mas uma outra menina de uma época ainda mais antiga, dos tempos de colégio e de quando eu pirava numa garotinha loira e cheia de malandragem pra idade em que eu ainda era bem tímido e não passava de um completo nerd mimado cheio de espinhas. Reencontrei essa pessoa algumas vezes, sempre pela noite, em alguma festa ou bar da cidade. No sonho ela pegou na minha mão, me levou para um quarto, tiramos a roupa e ela me disse no pé do ouvido: “Pode gozar, mas apenas uma vez.“

E assim o sonho seguiu seu rumo obscuro pelos caminhos da memória afetiva ou qualquer outro nome que os psicólogos querem dar. Em outro lapso de tempo, eu estava na frente da primeira casa que morei, local onde nasci e cresci até os 21 anos, quando finalmente eu decidi começar outra história, sem meus pais por perto. Reparei que havia colchões com texturas estranhas colocados na garagem e num sinal de que alguém estivesse se mudando para lá. Não entendia o que estava acontecendo, mas a curiosidade somada com um sentimento de alegria plena apenas por estar ali novamente, na casa onde eu cresci, e ainda com uma ínfima possibilidade de rever meus pais juntos, todo aquele retrato de uma infância feliz e que ficou pra trás, tudo aquilo me fez chorar de emoção! Adentrei o saudoso lar e ao invés de encontrar meus pais como gostaria, vi primeiro o marido da minha prima da Bahia, ajeitando a mesa e em seguida essa mesma prima vem e me abraça. Senti uma tristeza enorme no peito, como se aquilo fosse alguma representação da morte dos meus pais. De fato eu estava mesmo navegando em mares escuros de algum pesadelo da mente, mas o bacana era que em muitos momentos eu sabia que aquilo não era realidade, no máximo algum episódio estilo Black Mirror no qual a minha vida teria inspirado roteiristas endiabrados, capazes de provocar um tremendo mindfuck para o único espectador presente na plateia, euzinho, ou como descrito por famosos psicanalistas, o sonho foi lúcido.

Logo retornei para aquele cenário pseudo religioso e agora meus amigos atuais, Henrique e Anderson eram os novos membros da seita. Ao contrário de mim, eles pareciam contentes em fazer parte daquela palhaçada, me diziam que haviam encontrado um sentido pra vida e que estavam adorando a rotina e as brincadeiras perpetuadas ali.

No final, quando pensei que tinha conseguido me livrar daqueles malucos, caminhei pela rua XV e vi pelo menos outros quarenta grupos coloridos e que repetiam frases clássicas “Deus é Amor“ ou “Venha com a gente e garanta seu lugar no paraíso“. Cada seita tinha uma cor predominante em seu figurino e sorrisos emoldurados em todos seus fiéis, num lance meio hare krishna que já vemos por aí. Fiquei apavorado com aquela percepção de que o mundo havia sido tomado por gananciosos líderes religiosos e que as pessoas estavam mesmo comprando aquelas ideias estúpidas.

Minha última recordação foi um breve diálogo com algum outro amigo. Falávamos sobre Deus e de como cada ser possui um Deus dentro de si, mas que era justamente ali que morava o perigo. Afinal, se podemos criar o que quisermos, também podemos criar seitas com o intuito de provarmos nosso poder, apenas como forma de divertimento pessoal.

E como leremos no início da nossa série favorita, qualquer relação com personagens da vida real será sempre mais uma coincidência.  

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Di Melo Di Graça

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É infinitamente tarde na noite, mas perdi a noção do tempo em algum bolso furado dessa consciência supostamente expandida. Meus amigos se transformaram em estranhos parceiros do mangue da balada mais VIP que tenho notícia. Graças ao show improvisado no bar do velho Tatara, os garotos descolaram três entradas para ver a lenda Di Melo, acompanhado por um punhado de talentosos rapazes frutados. E foi dessas surpresas agradáveis presenteadas pelo universo que eu, Moska, Blake e João partimos rumo ao bairro dos granfinos, para o show do astro setentista ressuscitado, atração confirmada no Psicodália e pronto para kilarear a noite toda.

O cenário estava armado, direção de arte impecável a julgar pelas 500 garrafas de vinho quebradas e personalizadas para iluminar mais essa noite perfeita de uma Curitiba “cool”, e para seriado americano nenhum botar defeito. Os figurantes também estavam lá: esbeltos seguranças engravatados, meninos garçons tentando ampliar contatos, sócios descolados, donos de startups bem sucedidas e com ações na bolsa, simpáticos cachorros com nomes iguais ao do bar, e mais um tsunami de mulheres agraciadas por genes sem defeitos ou talvez um punhado de dinheiro herdado dos pais. Mulheres elegantes, charmosas e sensuais, anos-luz de distância desses quatros homens esfarrapados e deslumbrados apenas por estarem ali, dividindo o mesmo espaço.

Em um determinado momento uma loira, dessas “de televisão” me abordou para pedir fogo. Logo ela me perguntou se eu era cantor ou tinha alguma banda, pois segundo ela eu tinha a cara de um cantor experiente que ela achava que já tinha visto por aí. E esse foi o único contato da noite inteira, praticamente uma ligação falhada entre dois planetas. Blake que estava junto comigo na hora riu e me parabenizou pelo elogio indireto. Enquanto isso, Moska e sua ingênua camisa florida dançavam alegremente na frente do palco ao som do maroto trombone. E João enxugava cervejas artesanais como se fossem brahmas em promoção em algum carnaval de rua. Lisérgicos, nos sentíamos unidos por talvez sermos os únicos penetras na festa fechada mais fechada desse canto. E o melhor ainda estava por vir.

“A vida em seus métodos pede calma”, mas é difícil manter a tranquilidade quando de repente o monstro soul recifense aparece do seu lado, o cumprimenta e em seguida sobe no palco de pallets para cantar e encantar todos aqueles coraçõezinhos, que neste momento, não possuem rótulos ou etiquetas de marcas caras, apenas coexistem, pulsando forte a cada acorde, especialmente aqueles originados pelos metais. “E se o mundo acabasse em mel” e se Di Melo participasse da trilha apocalíptica seria mesmo uma delícia. Tenho certeza que muita gente como eu morreria feliz.

Após o show que passou na velocidade de uma estrela cadente, o astro da noite ainda provou ser também o rei do mangue, lembrando todos da sua situação totalmente independente e convidando o público para comprar seus discos e camisetas na lojinha da casa. E foi um pouco depois desse momento que João aproveitou para dar uma tietagem básica e ainda descolar uma pizza oferecida pelo próprio Di Melo. Moska roubou uma foto com ele, enquanto uma cocota tirou sarro de sua roupa, alegando que a mesma havia custado apenas três reais. Moska respondeu com a finesse de sempre “pelo menos eu estou aqui pelo meu talento e você está apenas por sua bunda”. Também sofri um pequeno bullying com características xenofóbicas quando fui chamado de “primo de Goiás” por outro playboy presente, mas deixei quieto.

Minutos se passaram e quando me dei conta grande parte do público havia se esvaído. Era o fim daquela noite e agora o que restava eram os primeiros cantos dos passarinhos de mais uma manhã curitibana. O mel havia secado, “deu pane no nervo do cérebro” e a única coisa que podia nos consolar naquele momento, além dos pães de queijo e do café que tomamos na padaria da esquina, era uma boa e velha… Cama.  

 

contos, idéias

Nos Meus Sonhos Eu Choro

pace_sonhoNos meus sonhos eu choro baldes de lágrimas. Misturo os fatos recentes, acrescento doses de melancolia e pitadas de lembranças tristes do passado remoto. Bato tudo no liquidificador da mente hiperativa e o resultado é um sabor amargo que tento digerir junto com o café da manhã, igualmente amargo, pois o açúcar acabou.  

Fico tentando lembrar dos ingredientes da receita da noite anterior, e tentando entender o porquê de acordar com os olhos cheios d’água. Sem Jung ou Freud para ajudar, sinto que serei o único capaz de decifrar os segredos dessa cozinha maluca, construída aos trancos e com centenas de armários e gavetas, onde são estocados os símbolos e todos os sentimentos que costumo esconder por aí.

A morte do pai do amigo, os porres inconsequentes dos amigos alcoólatras, os recentes “foras”, a mãe em silêncio, o irmão distante, o filme da semana, o ménage a trois, o vício no tabaco, a família americana de outrora, o chefe da época do emprego estável, o pai psicólogo, John Lennon, Chico Buarque e Tom Waits, está tudo lá – sem catalogações ou qualquer tipo de organização mínima que facilite a compreensão e diminua a dor provocada por tantas experiências intensas, ainda que aparentemente sem nexo.

Se meus sonhos fossem algum bicho, ele teria dezenas de cabeças, uma cauda cheia de espinhos e uma pele enrugada cheia de manchas. E se eu acreditasse em demônios, certamente eles fariam parte desses sonhos. Obstinados em confundir e chacoalhar esse baú de emoções fechado a sete chaves em estado de vigília, talvez esses diabinhos sejam mesmo anjos com a missão de higienizar meu cerebelo, provocando sensações incômodas e necessárias para o bom funcionamento desse organismo em constante transformação, ainda que eu esqueça disso em boa parte do tempo.

Espero nunca ter a pretensão de entendê-los integralmente, afinal, os nuances e reflexões múltiplas serão sempre o maior desafio no sofá do psicanalista, capaz apenas de sugerir hipóteses tão reais quanto essa realidade que acreditamos viver.

Nesse universo onírico, infestado por infinitas possibilidades, só posso almejar a compreensão parcial de certos personagens recorrentes, baseado em seus comportamentos que depois de tantos sonhos, se tornaram previsíveis. E se a felicidade parece ausente em boa parte dessas histórias bizarras, talvez seja pelo simples fato de eu não me sentir tão triste assim. Razões e motivos não faltariam, mas decidi em determinado momento que focar nesses aspectos sombrios não seria assim, muito saudável. Prefiro seguir nessa caminhada capenga, tirando lições de cada pedra cruzada e tentando seguir o conselho do velho Dylan, de não olhar pra trás, jamais. Dúvidas não faltarão e talvez a única certeza seja aquela que me faz acreditar e perceber a vida como um emaranhado de símbolos e sensações. O desafio é como a gente se relaciona com eles, seja na rua ou na cama.

contos, Dicas Musicais

Ao Homem Bom do Sertão

Para Cá e Para Ti

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“O temor amigo

É um mito antigo

Tanto tempo faz

Que a gente se arrepia

Alma do outro mundo

Gosta é de poesia

Dos bares da moda

E de muita folia”

– Almir Sater

Amigo das estradas, dos mitos e dos arrepios, venho aqui lhe contar mais um causo desses que você também costuma contar nas noites de alegria e de muita folia.

 

Era sexta-feira e era dia de índio, e não sei se por obra do destino mais atrevido que não nos cansa de ensinar, ou talvez de algum sonho guardado na mente com lábios de doce melaço, esses mesmos lábios que outrora me beijavam e que depois foram usados para concretizar o sonho de vê-lo ao vivo no palco do grande teatro do povoado de Curitiba. E como seria a primeira vez, fez-me espantar como criança, ou seriam pares que o destino preferiu aproximar?

A prima, a irmã e o pai foram alguns dos protagonistas dessa louca história que fez com que eu e meu bem estivéssemos tão perto do calor e do mistério dessa sua viola.

Nem vou aqui detalhar os pormenores dessa saga, já contada em prosa pelas mãos da amada, mas farei questão de mostrar-lhe, em meras palavras, a satisfação e a magia de vê-lo tão tenro e tão vivo, sob o elegante chapéu que o esconde e sob aquelas luzes tão lindas, tão bem orquestradas e, que juntas, formam a janela de estrelas que você nos possibilitou sentir.

E por falar em orquestra, aqueles moços que o acompanhavam eram de fato pedras raras, daquelas pra botar qualquer índio ateu de volta no trilho, compreendendo a marcha e essa estrada que não acaba jamais.

Tinha a família, irmãos da lua e do sangue, sua irmã de voz grande e seu irmão de outra estatura tocando a outra viola do compasso mágico, tinha um moderno rasta no contrabaixo e tinha também um gaiteiro pomposo arrancando gritos das senhoras e senhoritas do outro lado do palco – que nessa altura já nos lembrava um rico pastoreio.

E, se somente quando o homem sonha, vai ao céu, o resto é pelo chão. Chão que você nos preparou e que não poderia ser diferente, feito de gente vivida que não se cansa nunca de aprender e sabe, desde sempre, que sempre haverá uma maneira simples de viver, longe em espírito dessas maluquices da grande cidade, verdadeiros fugitivos de guerra, dessa guerra sem sentido e que insistimos em criar em nossas mentes inquietas, poluídas com o caldo venenoso dos dias cinzas, da farra capitalista e das noites aflitas.

Nesse palco encantado, suas histórias sobre “el niños e aninhas”, vindas de sábios caipiras, acendem os corações dos curitibanos e dos parceiros dessa tal comitiva esperança, que aos poucos cresce em membros e em sentido.

E como era noite de sexta-feira, talvez alguma bruxa tenha possuído minha mulher, que nessa ocasião, correu pro salão, agarrou minha mão e me pôs pra dançar, sem sairmos das cadeiras do auditório. Nossas almas estavam lá, nesse salão que você e seus compadres ajudaram a criar, com a maestria da simples cantoria e o requinte da canção sem coro.

E, no final, é você que tira o chapéu, coisa de homem bom do sertão e que um dia, lá pra trás, já teve pressa, mas que agora anda devagar, trazendo o sossego de longe.

E se você não é louco, poeta, profeta ou monge, talvez seja porque você é tudo isso e mais um monte!

E se esse causo de doido não fizer muito sentido e lhe soar como mentira, saiba que essa lágrima que agora sinto em minha pele de índio branco da montanha é a mais pura verdade que lhe posso contar.

Obrigado amigo e até mais ver.

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Saudade

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Ai, que saudade sinto da Amélia. A Amélia é que era mulher de verdade. Também sinto saudade da Bahia, devia ter escutado o que mamãe me dizia. Esse mundo de hoje parece mesmo feito de maldade e ilusão. Tenho saudade dos cortejos na sua porta e das longas noites de sexo sem proteção. Lembro bem daquele mês de janeiro, cheio de esperança e curtição. Não havia estresse, nem vestibular no fim do ano. A maconha a gente comprava na tabacaria. O carro a gente dirigia sem carteira e com uma garrafa de cerveja na mão.  O guarda era nosso amigo e fazia questão de nos cumprimentar na rua, sem asfalto ou assaltos.

Nos tempos da Amélia, a vida era assim, simples como o queijinho feito na casa da minha tia Clarice. Na praia, contávamos nossos passos na areia branca, além dos lindos pássaros no céu azul de verão. E entre eu e meu broto, não havia competição, nem malhação, ela era minha e eu era dela e não tinha comparação com mais ninguém não. A praia era nossa e dos pássaros, e também dos caranguejos e de outras espécies esquisitas que apareciam por lá. A escola era interessante, o professor inteligente e o aluno, curioso. O lanche era gostoso e lembrava os lanches de fim de tarde na casa da tia Clarice. A maconha da tabacaria era muito boa, assim como as anfetaminas da farmácia do Orlando. As festinhas eram de arromba e sempre acabavam em memoráveis orgias sem vigias ou maiores explicações.

Se saudade matasse, já estaria debaixo de sete palmos e conversando com os velhinhos amigos do meu vô, do clube de boccia lá da esquina de casa. Se saudade matasse, eu estaria num céu multicolor, iluminado pelo brilho dos olhos do meu grande amor.

E todas essas lembranças seriam revisitadas diariamente.

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Tom, Chico, Índia e Muito Medo

Na noite passada eu aprendi a tocar piano com o TOM WAITS. Estava ao lado de um dos meus melhores amigos e estávamos numa festa privada em que Tom tocava no piano da sala. Sentei do lado dele e pude observar seus truques. Depois peguei um voo rápido pra ÍNDIA e chegando lá comecei a fotografar a paisagem, mas logo percebi que aquela foto era igual aquela outra tirada por uma amiga há algumas semanas atrás, então mudei o enquadramento para que não ficasse igual. Curti o país, mas logo regressei a casa de minha MÃE, quando fui chamado pela enfermeira e quando a vi, ela havia morrido. Chorei junto com a enfermeira e fui pra sala pensando que isso não era possível e então, quando voltei ao quarto, minha mãe havia ressuscitado e agora o choro era de alegria. Logo esse cenário foi substituído por uma espécie de desafio, onde eu fazia parte de uma equipe que tentava sobreviver em um OCEANO, onde o grupo era conduzido por balões infláveis do tipo que vemos em festas de aniversário. Cada participante estava conectado a um oxímetro, com o intuito de controlar nossos batimentos cardíacos e nosso oxigênio. Morri de medo de morrer afogado e então fui parar em SÃO PAULO, no alto de um prédio gigantesco. Também tive medo de morrer e a altura me deixava ainda mais tenso e com medo de cair. Nunca vi tantos prédios altos em minha vida. No bar, conversei com o CHICO BUARQUE, tomamos umas cervejas e trocamos ideias sobre assuntos diversos.

O bacana foi ter feito e vivido tudo isso numa mesma noite, sem precisar sair da minha cama.