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Data Limite?

pace_xavier

Notícias aterradoras assistidas na máquina vermelha maior do mundo me deixaram perplexo. 2019 seria a “data limite“ divulgada por um documentário de mesmo nome e também sobre outras previsões de Chico Xavier. E como não acreditar em um cara que disse já em 1971 que no futuro encontraríamos água na Lua, petróleo no oceano do Brasil e os órgãos transplantados seriam de plástico – novas descobertas nessa história recente maluca que não pára de se desenrolar em escala exponencial, e que é tão rápida que nem mesmo conseguimos acompanhá-la. Esse lance do primeiro coração de plástico transplantado eu mesmo nem fazia ideia. Chico, diferente das mães Dinás interessadas em fama e dinheiro, foi um homem de poucos recursos que doou praticamente tudo que ganhou e não parecia interessado em aparecer. E quando o fazia, em um popular programa de TV brasileiro, era por motivos extremamente relevantes.

Segundo suas próprias palavras, no dia em que o homem foi à lua, em julho de 1969, teria rolado uma reunião intergaláctica com outros seres do espaço. Esses seres estranhos estariam preocupados com a destruição da Terra e principalmente com o mal uso da energia nuclear. Uma energia que move o universo, mas que o Homem estaria utilizando para a criação de armas de destruição em massa e explosões de proporções catastróficas, não apenas para nosso planeta. De acordo com Chico Xavier, Cristo apareceu nesse encontro e advogou em favor da Terra, pedindo para esses seres esperarem um pouco mais antes de intervirem. Depois de muito debate, foi definido um prazo de 50 anos, ou seja, 2019.

Haveria dois cenários possíveis: no primeiro, seguiríamos explodindo bombas e a própria Terra, cansada da exploração humana, começaria a se autodestruir na forma de terremotos, enchentes, tsnunamis e qualquer outra catástrofe natural que você consiga imaginar. No segundo, finalmente os humanos entrariam numa nova era de paz e de grandes revoluções tecnológicas, graças ao intercâmbio entre os extraterrestres e a gente. Contatos oficiais seriam feitos e pelo jeito, já estaríamos nos preparando pra isso.

Note como isso parece fazer algum sentido – há poucos anos atrás uma série de governos estava divulgando informações sobre OVNIS, incluindo o Brasil, que liberou 100 páginas das 300 que tinha sobre o assunto. Segundo o doc, reuniões entre líderes governamentais estariam sendo feitas para decidir, por exemplo, quem seria o porta-voz oficial da humanidade, tudo escondidinho pra não dar bandeira. A NASA confirmou a possibilidade de vida fora da Terra, afirmando que até 2020 eles conseguiriam provar.

Poderia seguir citando outros pontos a respeito, mas claro que o ideal será assistir o vídeo completo no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=4JxukHvGVzE) e tirar suas próprias conclusões, ainda que essa história possa soar maluca demais para sua cabeça. Jesus, ETs e Espiritismo, tudo conectado, como assim?

Seja como for, é fato que estamos vivendo um momento único em nossa história, onde descobertas científicas e tecnológicas acontecem todos os dias. Enquanto politicamente parecemos estar em algum roteiro rocambolesco das dimensões de um Trump ou Putin, afinal, quem devemos Temer? Por enquanto a resposta aponta para um único culpado – nós mesmos.

contos

Como Me Apaixonei Pelas Olimpíadas

Confesso que antes dessa tal olimpíada começar, meu interesse por esses jogos supostamente importantes para o esporte mundial era mínimo, pra não dizer nulo. Mas com meus 73 anos de idade e com todo esse tempo livre que me foi dado, após longos e cansativos anos de trabalho em uma repartição pública, não me envergonho de dizer que meu amigo maior tem sido a TV. E como é difícil encontrar programas decentes para me informar, ou ao menos me entreter, ligar a TV logo pela manhã e não ter que encarar uma Ana Maria Braga, ou uma Fátima Bernardes, é definitivamente algo bem positivo.

Comecei devagarinho, assistindo aqueles esportes que já me interessaram em algum momento dessa minha longa vida: o bom e velho futebol, o basquete que praticava quando adolescente e até o vôlei, que parece somente ser mesmo interessante durante esses jogos olímpicos. Ok, admito que já encheu um pouco o saco assistir novamente o Bernardinho ou o tal Zé Roberto assumindo ou revezando entre a seleção masculina e a feminina. Mas ainda sim, temos boas equipes, candidatas a medalhas, as poucas que costumamos ganhar nesse evento monstruoso e de proporções gigantescas, visado até por terroristas de plantão.

Meus dias têm sido bem divertidos e aos poucos comecei a flertar com outros esportes, com a agilidade e a desenvoltura dos chineses nas barras paralelas, com a velocidade impressionante dos quenianos nas corridas, com a beleza dos saltos ornamentais propiciada pela câmera ultra lenta da TV, ou ainda com os épicos velejadores lutando contra o vento e as probabilidades, enfim, poderia citar também o vôlei de praia, onde os brasileiros também costumam arrebentar, ou até o tênis de mesa, onde os asiáticos são imbatíveis e talvez só páreos para algum Forrest Gump que possa aparecer por aí, ou a esgrima, com toda sua tecnologia em contrapartida com a tradição desse esporte milenar.

Tudo é muito lindo: ver o suor de todos esses atletas, superando as dificuldades, batendo recordes, dançando na comemoração de alguma medalha.  Também não poderia deixar de falar dos uniformes de algumas atletas, mínimos na quantidade de peças e grandiosos na sensualidade.

Infelizmente daqui a poucos dias tudo será esquecido e a programação da TV voltará ao normal, ou seja, ao tédio mortal, onde bigbrothers e novelas passam a ser o foco do dia.

Mas até lá, seguirei minha pequena grande maratona televisiva, torcendo pra esse país tão querido, seja no boxe feminino, nos esportes ditos mais populares, ou naqueles em que aprendo cada nova regra com cada novo jogo. As olimpíadas salvam qualquer programação de TV e fazem expectadores assíduos como eu, mergulhar nesse universo mágico e poético que os adultos costumam chamar de esporte. Pra mim, continuam sendo uma brincadeira, sadia e gostosa, como tantas outras coisas dessa vida passageira.